E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
Lucas 23:39–41
DOIS CAMINHOS – DOIS DESTINOS (1)
Os dois ladrões que foram crucificados com Jesus haviam seguido um caminho semelhante, ou até o mesmo, por um longo tempo. Algo os havia levado ao rumo errado. Eles haviam cometido um crime grave, possivelmente juntos, pelo qual os romanos os condenaram ao castigo cruel da crucificação. Marcos relata que no início os dois se comportaram de modo semelhante, insultando o Senhor Jesus (cf. Mc 15:32). De repente, porém, seus pensamentos começaram a divergir. O fim de seu caminho terreno estava decidido de forma irrevogável, e eles sabiam disso. Mas agora eles tinham objetivos diferentes.
Um dos criminosos blasfemava contra Jesus, dizendo: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós”. O que ele disse a respeito do Senhor era correto; até mesmo os demônios frequentemente testificaram que Jesus era o Cristo, o Messias prometido ao povo de Israel. Mas o ladrão falou com escarnio e desprezo. Entretanto, mesmo sem esse tom de desprezo, proferir um julgamento adequado a respeito de Jesus Cristo é inútil, a menos que a atitude correta para com Ele seja adotada. Falas sem sinceridade de coração, sem fé salvadora e sem um relacionamento íntimo e vivo com Cristo, de nada aproveitam.
(Continua)
