Cristo padeceu por nós. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente.
1 Pedro 2:21,23
O HOMEM PERFEITO
Durante a Sua vida aqui na terra, o Senhor Jesus foi alvo constante da oposição e do ódio de Seus inimigos. Escárnio e suspeita eram a resposta à Sua bondade. Quando pensamos no interrogatório e no julgamento que precedeu a crucificação, percebemos quanta maldade e injustiça dos que buscaram falsas testemunhas a fim de condená-Lo à morte! No entanto, em tudo isso o Senhor se manteve submisso à vontade de Deus. Embora legiões de anjos estivessem à Sua disposição, Ele se recusou a se defender. Confiava plenamente em Seu Deus e suportou tudo em silêncio e com paciência. Quão admirável foi a Sua conduta! Toda a jornada terrena do único Homem perfeito estava em conformidade com a mente de Deus. Ele não só deixou a cargo de Deus o veredicto a respeito de todo mal que Lhe fizeram, como se submeteu inteiramente Àquele que julga com justiça. Que exemplo para nós! Contudo, chegou o momento de o Senhor Jesus sacrificar a Sua vida na cruz como Cordeiro de Deus. Ali, naquelas três horas de escuridão, o justo juízo de Deus abateu-se sobre Ele, pois os nossos pecados estavam ali, e em Sua justiça Deus não poderia reduzir a sentença que merecíamos, ainda que fosse aplicada ao Seu Filho! “Confiou em Deus”, gritavam os zombadores (na verdade, Ele tinha feito isso durante toda a sua vida); “livre-o agora, se o ama” (Mt 27:43). Não foi “agora”, mas após o cumprimento da obra da redenção Deus o resgatou da morte, como evidência de Sua aprovação e aceitação da obra do Gólgota.
