Sainte-Beuve, um grande escritor francês do século XIX, homem honrado por sua ciência, mas não crente, escreveu a um de seus amigos o seguinte: “Sua carta me comoveu, mas frente a seus elogios continuo sentindo-me tão pouco digno, voltado ao estado duma simples inteligência crítica e assistindo com um olho contristado a morte do meu coração. Julgo-me e permaneço tranquilo, frio e indiferente. Estou como morto e me vejo morto sem que isso me comova e me perturbe de algum modo especial. De onde vem esse estranho estado? Esse último ponto, quero dizer, o coração é o que conta, e é o que está morto em mim. A inteligência resplandece nesse cemitério como uma lua morta”.

Ele incluiu em sua confissão como incrédulo, os dois lados possíveis acerca do estado duma pessoa. Um está bem vivo diante dos olhos do mundo, a inteligência está completamente aberta para as ciências, as artes, os lucros e os prazeres, mas o coração está morto. Assim é com aquele que não crê em Deus: acaba confirmando, por sua própria experiência, as declarações de Deus quando diz aos que vivem longe dEle: estais “mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1).

Mas ao lado daquela vida onde reina a inteligência humana, existe outra. É a vida que se adquire mediante a fé em Jesus Cristo, que vem de Deus e é eterna: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna” (João 3:36). Você já recebeu essa vida apenas ao crer, para vivê-la a partir de hoje?