Quem vive uma vida com Deus tem tempos regulares de oração. Além disso, ele clama a Deus espontaneamente, por exemplo, quando está em perigo, necessitado ou ainda quando entra em desespero. Assim Davi clamou a Deus da caverna em que se escondeu (v. 1).  Quando Pedro olhou para o vento e as ondas, e começou a afundar, clamou: “Senhor, salva-me!” (Mateus 14:30). E “logo” o Senhor Jesus estendeu a mão e segurou o Seu medroso discípulo.
Mas e quando estamos em aflições porque nós falhamos, ainda assim podemos clamar a Ele espontaneamente? O Salmo 130 nos dá a resposta. “Das profundezas a ti clamo, ó SENHOR. Senhor, escuta a minha voz; sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, SENHOR, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido” (Salmo 130:1-4). 

  ‘Quando perco a comunhão com Deus, meu impulso natural me diz: Eu preciso aclarar esta questão antes de poder vir a Cristo. Mas Ele é cheio de graça; isto nós sabemos. Por isso podemos voltar imediatamente a Ele, assim como estamos, e nos humilharmos profundamente diante dEle. Só nEle e por Ele encontraremos o que recuperará nossa alma.’ (J. N. Darby)

  “Pedi”, assim o Senhor Jesus incentiva Seus discípulos, e depois conclui: “e dar-se-vos-á”. Isso pode não ser exatamente o que pedimos, mas com certeza sempre serão “boas dádivas”, ou seja, o que, segundo a sabedoria de Deus, é bom para nós (Lucas 11:9-13).

  Assim devemos ir a Deus, cheios de confiança, em qualquer situação.