Se José não tivesse sido enviado ao Egito para preservar a vida, eles teriam morrido de fome. Se Cristo não tivesse morrido e ressuscitado, o mundo inteiro teria perecido por meio do pecado. Se Cristo tivesse vivido para sempre na carne, ainda que no meio da vinha arruinada desse mundo, Israel, sem que morresse, Ele não poderia ter melhorado a condição para o mundo. Ele precisava morrer, e ser o primogênito dos mortos ou então todos precisassem morrer. Nada poderia expiar o pecado, senão unicamente o Seu precioso sangue. Nada poderia dar vida a mortos, senão unicamente a vida do Ressuscitado – a vida dAquele que aniquilou a morte por meio de Sua morte.

Todas as bênçãos, aqui em figura, provêm desse verdadeiro José ressuscitado. Ele é senhor de todo Egito (Gênesis 45:26). Seus irmãos não são apenas perdoados, mas José “beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles” (Gênesis 45:15). Que segurança de perdão confere isso. Mas isso não era tudo, pois eles foram abençoados com bênçãos terrestres na terra de Gósen. Nós, os crentes, não temos apenas perdão dos pecados por meio do sangue de Jesus, mas Deus tem nos abençoado nesse Cristo ressuscitado com todas as bênçãos nos lugares celestiais.

Agora, irmão, para sua alegria e conforto eternos, pense no seguinte: quão vis fossem os homens matando a Jesus, foi o próprio Deus quem ordenou que Ele deveria morrer essa morte de cruz, com o expresso propósito de te salvar com uma grande salvação (Atos 2:23). Deus O mandou com esse mesmo propósito. Jesus morreu para cumprir o propósito de te limpar de todo pecado, e de fazer de ti parte de uma nova criação, onde o pecado nunca pode estar presente e onde a corrupção da morte nunca pode entrar.

Isso é algo bendito: o pecado nunca pode estragar a nova criação de Deus no Cristo ressuscitado! Que graça maravilhosa e estupenda! O propósito eterno de Deus e Sua maior obra se contempla, desse modo, como uma sombra, na história de José.