O Senhor Jesus tinha lembranças amargas da noite anterior. Um de Seus discípulos O tinha traído; outro O tinha negado, os maiorais dos sacerdotes O tinham interrogado diante do conselho dos judeus e, finalmente, pronunciado a sentença de morte. Enquanto isso o dia amanheceu.

  Com o objetivo de cumprir o seu plano, eles O conduziram para a presença de Pilatos. A sentença não poderia ser executada sem a concordância do governador romano. Desse modo, Pilatos tinha que julgar o caso e, apesar de estar convencido da inocência do acusado, ele cedeu às exigências e decidiu que Jesus Cristo deveria ser crucificado.

  A rejeição do verdadeiro rei dos judeus estava selada. Ele era o Messias do povo, Aquele enviado por Deus, o qual confirmou Sua origem divina diante dos homens por meio de muitos sinais e maravilhas. Mas em vez de uma coroa real Ele recebeu uma de espinhos, pressionada sobre Sua cabeça pelos soldados romanos, em meio ao mais abjeto abuso e desprezo.

  Depois da queda no pecado Deus amaldiçoou a terra com essas palavras: “Espinhos, e cardos também, te produzirá” (Gênesis 3:18). A coroa de espinhos era então, um sinal da maldição por meio da qual eles desonraram o Santo. Note como o lamento profético do salmista, a respeito do Senhor, é comovente: “Bem tens conhecido a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários” (Salmo 69:19).

  De acordo com o conselho de Deus, Cristo Jesus deveria levar a maldição sobre a cruz a favor de todos que seriam libertados da maldição do pecado. Louvado seja Seu nome!