E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
Lucas 23:39–41
DOIS CAMINHOS – DOIS DESTINOS (2)
Um dos criminosos crucificado com o Senhor Jesus injuriou o Filho de Deus nas horas finais de sua vida. O outro, no entanto, proferiu repentinamente palavras significativas e totalmente inesperadas que só poderiam provir de uma fé viva em Cristo. Ele primeiro repreendeu seu companheiro criminoso, distanciando-se assim de seu desprezo e defendendo a honra de Jesus. Ele lamentou que seu cúmplice nem sequer na cruz demonstrasse temor de Deus “estando na mesma condenação”. Ele reconheceu que eles mereciam totalmente sua punição, vendo nas circunstâncias a intervenção de Deus. Ele possivelmente se lembrou do que tinha ouvido na sua infância acerca do Messias. Mas, o mais importante, ele superou o obstáculo em que a maioria das pessoas tropeça até hoje: admitir sua própria culpa. Visto de maneira objetiva, ali na cruz terminava a vida de dois homens que haviam caído profundamente. No entanto, nesses momentos finais, suas vidas tomaram um rumo totalmente diferente. Um deles recebe a fé salvadora. Como entendemos pelas palavras do Senhor, agora ele já está quase 2000 anos no Paraíso, na presença de Jesus, naquele lugar de verdadeira alegria. O outro, pelo contrário, está o mesmo tempo no lugar de tormento. Aceitar ou rejeitar Jesus Cristo ainda hoje determina o fim do caminho que escolhemos para nós mesmos.
(Continua)
