Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!

Mateus 23:37

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE JEREMIAS (Leia Jeremias 26:1-11)

Mais uma vez este capítulo nos leva de volta no tempo, quatro anos mais cedo que o anterior (25:1). Ao comando de Deus, Jeremias vai desta vez ao templo para profetizar. Sem dúvida, isto acontece por ocasião de uma das três grandes festas anuais, quando todo o Israel subiu a Jerusalém. O versículo 2 sugere isto. Seja qual for a ocasião, as palavras se destinavam a toda Judá e não apenas a seus líderes. E nenhuma palavra sequer devia ser omitida (v. 2; veja At 20:27).

Quão comovente é o versículo 3! Ele nos permite penetrar nos pensamentos benevolentes de Deus. Mesmo Ele sabendo de antemão o que iria acontecer, Ele expressa seu maior desejo: “Bem pode ser que ouçam…” (veja também 36:3,7).

Este mesmo “bem pode ser” reflete a esperança do Mestre na parábola: “Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem” (Lc 20:13). Contudo, eles não respeitaram nem o Filho, nem os profetas que foram antes dEle. Observe a recepção dada a Jeremias (v. 8) e consequentemente Àquele que o enviou. Quanta cegueira! Esse povo que viera adorar na casa do Senhor (v. 2) rejeita Sua palavra, lança mão de Seu mensageiro e o condena a morte nessa mesma casa!