Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não há reprovação.
Salmo 38:15
A SUBMISSÃO DO NOSSO SENHOR
Quando o Senhor Jesus estava na Terra, se cumpriu esse versículo que Davi escreveu profeticamente muitos anos antes. A palavra “reprovação, ou réplica”, que também pode ser traduzida como “justificativas”, nos lembra das muitas acusações falsas feitas pelos inimigos de nosso Senhor e de Sua reação a elas. Só podemos nos maravilhar com a exatidão dessa profecia.
No primeiro interrogatório diante de Pilatos (Lc 23:1–2), os judeus o acusaram de ter supostamente induzido o povo para que sonegasse impostos a César. Na verdade, porém, o Senhor Jesus havia dito: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lc 20:25). Lemos várias vezes que os judeus apresentaram falsas testemunhas para poderem acusá-Lo. Eles também O acusaram de incitar o povo de toda a terra com Seus ensinamentos. Mas, na realidade, os ensinamentos do Senhor, como os encontramos no “Sermão da Montanha”, por exemplo, conclamam para uma vida tranquila que agrade a Deus.
E como nosso Senhor reagiu? Lemos em Mateus 27:12: “E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.” O profeta Isaías já havia profetizado muitos anos antes: Ele “não abriu a sua boca, como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (53:7). Senhor maravilhoso! Ele não buscou justificar-Se, mas entregou-Se “àquele que julga justamente” (1Pe 2:23).
