E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho.
Gênesis 22:9–10
A VOLUNTARIEDADE DO SENHOR JESUS
Uma cena realmente incompreensível: Abraão com Isaque a caminho de Moriá — “foram ambos juntos”. Depois que Abraão respondeu à pergunta de seu filho, “Mas onde está o cordeiro para o holocausto?”, dizendo que Deus proveria para Si o cordeiro, eles chegaram ao lugar que Deus havia designado. Então Abraão amarrou Isaque e tomou o cutelo. O que se passava no interior de Isaque agora? Havia certa passividade em seu caráter? Será que ele se deixou amarrar completamente inerte? Temos que imaginar isso! Mas as Escrituras guardam silêncio a esse respeito, e entendemos o porquê. Houve Um, a Quem devemos considerar, que não perguntou, de fato não precisou perguntar: “Onde está o cordeiro para o holocausto?” Quando o Senhor Jesus disse: “Eis aqui venho para fazer, ó Deus, a tua vontade”, Ele sabia a respeito da “oblação do seu corpo” (Hb 10:9–10). Perguntar a Deus, Seu Pai, não era necessário. E o Senhor Jesus não seguiu seu caminho rumo ao desconhecido, mas tinha o objetivo em mente: “ambos juntos”. Em contraste com Isaque, os sentimentos do Senhor não são ocultados de nós, pois Ele não apenas deveria morrer, mas também ser feito pecado e carregar o fardo de nossos pecados. Ele foi verdadeiramente paciente e permitiu ser amarrado, por assim dizer. E como não podia ser Sua vontade entrar em contato com nosso pecado, Ele disse: “Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22:42).
Adorável Salvador!
