Dizia eu: Meu Deus, não me leves no meio dos meus dias, os teus anos são por todas as gerações.

Salmo 102:24

A GLÓRIA ETERNA DE CRISTO

Para um israelita fiel, a longevidade era uma prova do favor divino. Somente assim ele poderia desfrutar plenamente de suas promessas, que eram terrenas. É por isso que uma das recompensas pela obediência era: “Para que se prolonguem os teus dias na terra que o Sᴇɴʜᴏʀ, teu Deus, te dá” e: “O número dos teus dias cumprirei” (Êx 20:12; 23:26). Portanto, podemos entender bem o que o Senhor Jesus — de quem o versículo bíblico de hoje fala profeticamente — sentiu, já que Ele era relativamente jovem quando entregou Sua vida.

Qualquer pessoa que tivesse vivido de acordo com a regra “Faça isso e você viverá” teria a garantia de uma vida longa (Lc 10:28; Lv 18:5). Mas Ele, o Filho de Deus, veio a esta Terra e, feito “semelhante aos homens”, não apenas cumpriu a lei, mas também glorificou a Deus além da medida em toda a Sua vida. Portanto, como Ele deve ter sentido profundamente o que significa morrer, no auge da virilidade, por volta dos 33 anos de idade, como alguém de quem Deus teve que retirar Sua aprovação.

Mas Deus dá uma resposta: “os teus anos são por todas as gerações.” (cf. também Hb 1:8,10-12). Se Ele fala de dias, Deus responde com anos. Gerações vêm e se vão, o Senhor Jesus permanece. Até mesmo o céu e a terra irão passar — no Salmo 102 diz: “Eles perecerão, mas tu permanecerás… Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim” (vv. 26–27). Esse Salmo, portanto, dá um testemunho maravilhoso da glória eterna de Cristo, que foi “feito um pouco menor que os anjos” por nós “por causa da paixão da morte” (Hb 2:9).