Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?
Tiago 2:4
o senhor os fez a todos
Tiago critica o fato de dar aos ricos um assento confortável simplesmente porque eles são ricos, enquanto um homem pobre tem que se contentar com um lugar degradado só porque é pobre (vv. 2–3). Padrões errados em nossos pensamentos levam a distinções erradas na vida comunitária dos cristãos. É possível que esta clara advertência seja aplicável a nós hoje? Corremos, de fato, o risco de fazer distinções errôneas entre os cristãos, não apenas entre ricos e pobres, mas também entre pessoas com profissões elevadas ou simples, entre instruídos e não instruídos. Existem muitos motivos e pontos de vista pelos quais mostramos nossa aprovação ou desaprovação dos indivíduos do nosso convívio.
Deus não aboliu as diferenças sociais em nossos dias. “O rico e o pobre se encontram; a todos o Sᴇɴʜᴏʀ os fez” (Pv 22:2). Este versículo ainda é válido hoje sem quaisquer reservas. Agora, na família de Deus, no reino espiritual, nossa posição terrena não é mais decisiva. Pelo contrário, “Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico em seu abatimento” (Tg 1: 9–10).
Como cristãos, precisamos aprender a manter as relações terrenas em seu lugar. Se, entretanto, alguém faz distinções entre pobres e ricos, ou alto e baixo na comunhão dos cristãos, isso mostra falta de tato e é ofensivo. Pior ainda: o veredito de Deus declara com notável precisão que é o resultado de “pensamentos maus”. Significa reintroduzir distinções que Cristo expressamente anulou (cf. Gl 3:28).
