Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

Gálatas 6:7

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL (Leia Ezequiel 17:22–24; 18:1–9)

O enigma do capítulo 17 é resolvido de uma forma divina. O Sᴇɴʜᴏʀ fala aqui do galho que Ele mesmo — desta vez não é mais a grande águia — tomará do mesmo cedro real de Davi, e que Ele irá estabelecer em um alto e sublime monte como uma formosa árvore carregada de frutos. Entendemos que se trata do Senhor Jesus e de Seu reino futuro (Is 11:1; Sl 2:6).

No capítulo 18, o Sᴇɴʜᴏʀ discorda dos homens de Israel. Estes, em vez de se humilhar ao ver as punições, procuram se justificar por meio de um insolente provérbio inventado por eles mesmos “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram” (v. 2); em outras palavras, “nossa geração está pagando pelos erros da anterior; nossos pais pecaram e somos nós que temos de arcar com as consequências” (Jr 31:29–30). Isso equivale a acusar Deus de injustiça! Mas este capítulo destrói seu raciocínio perverso: eles estão colhendo o que eles mesmos semearam (Gl 6:7).

Podemos reconhecer mediante esses homens uma triste tendência dos nossos próprios corações, que é a de lançar sobre os outros a responsabilidade por nossos erros. É isso que revela a nossa cegueira e nosso orgulho, e nos rouba as lições preciosas que o Senhor nos ensinaria (Gn 3:12; Rm 2:1).