Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor?
Romanos 11:33–34
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL (Leia Ezequiel 16:44–63)
O relacionamento de Jerusalém com o Senhor tornou seus pecados ainda mais graves. Nesse aspecto, Sodoma era menos culpada que ela, assim também era Samaria, embora fosse objeto do mais profundo desprezo por parte dos judeus (v. 52; Jo 4:9). Além disso, sabemos que, por vezes, Satanás faz com que aqueles que estão envolvidos em um relacionamento com Deus caiam mais baixo do que outras pessoas, pois é a glória do Senhor que ele pretende manchar por meio da queda deles. A condição pecadora descrita no versículo 49 deve nos fazer refletir: “Soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade”, tendo o egoísmo como consequência inevitável. Foi a partir deste ponto de partida que Sodoma degenerou em terríveis pecados que levaram à sua completa “destruição” (2Pe 2:6). Contrariando todas as expectativas, os versículos 60 a 63 nos ensinam que não é esse o destino que aguarda a ingrata Jerusalém. A infidelidade dela não alterou a fidelidade de seu Marido divino. A cidade culpada será mais uma vez objeto de uma misericórdia ainda maior do que mostrada a ela no começo. Ficamos extasiados de admiração diante das últimas palavras deste capítulo, tão cheio de crimes e abominações: “Quando eu te houver perdoado tudo quanto fizeste, diz o Senhor Dᴇᴜs” (v. 63; Rm 11:33).
