Mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando vieres em teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
Lucas 23:41–43
DOIS CAMINHOS – DOIS DESTINOS (4)
O governador romano Pilatos havia testemunhado repetidamente que Jesus era inocente e não havia feito nada digno de morte (cf. vv. 4,14,15,25). O testemunho do ladrão na cruz foi ainda mais longe: “Mas este nenhum mal fez”. Uma tradução mais precisa diz: “Este não fez nada inadequado”. Com essas palavras, ele afirmou que Jesus não tinha feito nada injusto ou inapropriado. Nada em Sua vida havia estado fora de lugar. O pedido do ladrão incrédulo foi rude e desdenhoso: “Salve-te a ti mesmo, e a nós”. Seu caminho só poderia terminar em perdição.
O ladrão que encontrou a fé, por outro lado, fez um pedido modesto: “Senhor, lembra-te de mim quando vieres em teu reino”. Seu pedido mostra que ele via algo que só um crente pode ver: aparentemente indefeso Jesus estava pendurado na cruz, mas Ele iria voltar como Rei para estabelecer Seu reino nesta terra. Os momentos finais desse homem, outrora ladrão, provaram ser aqueles em que ele realizou mais obras de fé do que talvez muitos que chegaram à fé cedo na vida, mas cuja vida espiritual esfriou. O Senhor apreciou e honrou o testemunho daquele homem e prometeu a ele não apenas um lugar em Seu reino, mas que ele estaria com o Senhor Jesus no Paraíso naquele mesmo dia. Portanto, para Jesus não foi nenhuma vergonha entrar no Paraíso com um ladrão seguindo-O, assim como hoje Ele não se envergonha de todos os que nEle creem.
(Concluído)
