De nada aproveitam as riquezas no dia da ira.

Provérbios 11:4

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL (Leia Ezequiel 7:1–19)

Você deve ter percebido o nome que o Sᴇɴʜᴏʀ dá a Seu servo: “filho do homem” (um dos títulos do Senhor Jesus, de quem Ezequiel é um tipo). Este nome sugere o escolhido dentre os homens, um representante qualificado para falar em nome da raça humana caída (Ec 7:28).

O Sᴇɴʜᴏʀ, depois de ter anunciado a devastação no capítulo 6, solenemente declara no capítulo 7 que o fatídico dia chegou, o dia de Sua ira. Sua grande paciência para com o povo culpado durou muitos séculos. E ela chega ao seu fim após inúmeras advertências. Somos lembrados acerca desta longanimidade de Deus que ainda está disponível para um mundo que crucificou Seu Filho. Mas isso também terminará em um “dia de ira” incomparavelmente mais terrível (Rm 2:5). Este capítulo nos mostra apenas uma fraca imagem dele. Aqui os homens estão acometidos de horror (vv. 17–18). Prata e ouro, as coisas mais poderosas até aquele momento, deixaram de ter valor. As pessoas os jogam como lixo nas ruas, percebendo, finalmente, que isso não pode satisfazer as suas almas. E, sobretudo, as riquezas não serão capazes de livrar ninguém naquele dia, pois, para a redenção do homem perdido, Deus aceita somente o precioso sangue de Cristo (v. 19; Pv 11:4; 1Pe 1:18–19).