Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Sem derramamento de sangue não há remissão. Todos os que nele [em Jesus] creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.
1 João 4:10; Hebreus 9:22; Atos 10:43
Propiciação e perdão
Para que os pecados de alguém sejam perdoados, ele deve primeiramente satisfazer a santidade de Deus: é quando ocorre a propiciação (ou expiação), pois todo ato pecaminoso é uma ofensa contra Ele. Só então Deus poderá perdoar o pecador.
Vamos dar uma olhada no Antigo Testamento. Quando um israelita pecava, ele tinha de fazer uma oferta pelo pecado. O sangue do animal sacrificado era derramado aos pés do altar, a gordura era queimada no altar e então lemos: “Assim lhe fará, e o sacerdote por eles fará propiciação, e lhes será perdoado o pecado” (Lv 4:20; cf. vv. 26,35). Portanto, primeiramente vem a propiciação e só depois o perdão. Mas onde encontrar um sacrifício que satisfaça a santidade de Deus? Os versículos acima dizem que Deus mesmo o providenciou, por Seu grande amor. Jesus, o Filho de Deus, é a propiciação pelos nossos pecados. Ele satisfez as santas demandas de Deus na cruz. Agora todos podem se achegar e se apropriar da propiciação feita por Cristo. Quem faz isso recebe perdão. É o resultado da propiciação para o crente. Deus não se recorda mais dos pecados perdoados: “Jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades” (Hb 10:17). O Senhor Jesus declarou: “Isto é o meu sangue… que é derramado por muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26:28). Poderiam todos os nossos leitores ser contados entre os “muitos”?
