E virei-me para ver a voz que falava comigo. E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto.
Apocalipse 1:12,17
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL (Leia Ezequiel 1:15–28)
A visão do profeta se desdobrou para revelar uma terrível carruagem composta de várias partes! Suas rodas, particularmente assustadoras, se moviam para lá e para cá de uma forma que poderia parecer aleatória, mas o movimento dependia das criaturas, e estes foram “para onde o espírito queria ir” (v. 20).
Estas rodas são um símbolo do governo de Deus, ou de Sua providência. Os acontecimentos do mundo são dirigidos por Seu Espírito — que “sopra onde quer” (Jo 3:8)* — e não pelo acaso, como muitas pessoas afirmam, porque se recusam a olhar para o céu. Eles veem “as rodas” de forma muito clara, mas não Aquele que as controla. O profeta, também guiado pelo Espírito, eleva os olhos e está prestes a contemplar a parte mais maravilhosa da visão. Acima das rodas, dos querubins e do firmamento, ele percebe “algo semelhante a um trono”, e “sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem” (v. 26). Assim, podemos aprender com o profeta que o mundo é regido de acordo com a vontade e os propósitos do ressurreto e glorificado Senhor: o próprio Cristo, brilhando em esplendor divino. Diante desta extraordinária visão, Ezequiel imediatamente cai sobre seu rosto (cf. Ap 1:12,17).
*Nota: Na língua original do Novo Testamento, o grego, a mesma palavra é usada tanto para espírito quanto para vento.
