Grande como o mar é a tua quebradura; quem te sarará? Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos.
Lamentações 2:13,16
MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE LAMENTAÇÕES (Leia Lamentações 2:11–22)
Como é grande a desolação do profeta, descrita nos versículos anteriores. Ele não pode impedir que suas lágrimas fluam diante de uma ruína “grande como o mar” (v. 13). O Senhor Jesus também chorou sobre Jerusalém, pois sabia de antemão quais seriam as consequências de O rejeitarem (Lc 19:41–44).
Se os reis, os príncipes, os sacerdotes, os falsos profetas (v. 14) e a maioria das pessoas mereciam esses golpes que se abateram sobre eles, havia também muitos outros que sofriam sem serem diretamente responsáveis. Os bebês morriam de fome; os idosos e as criancinhas caíam nas ruas por falta de comida (vv. 11,19,21). No entanto, Jeremias não pergunta a razão. Ele se coloca “na brecha” (Sl 106:23) a favor das pessoas a quem ama.
Os versículos 15 e 16 de novo nos apresentam aqueles que “passam pelo caminho”. Mas aqui não se trata de indiferença, como em 1:12. Desta vez, eles balançam a cabeça, rangem de dentes, olhando descaradamente, lançando insultos e desprezo. O Senhor Jesus, a Vítima santa, experimentou todas essas expressões da maldade do homem durante as horas de Sua crucificação (Sl 22:7–8; 35:21).
