Como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro fino e bom!

Lamentações 4:1

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE LAMENTAÇÕES (Leia Lamentações 3:52–66; 4:1–6)

Lembramos do terrível poço no qual Jeremias foi lançado por aqueles que “os que sem motivo são meus inimigos”. Isso inspirou os versículos 52 em diante, e ilustra os terrores de morte em que o Salvador, por Sua vez, efetivamente experimentou (cf. Jn 2:3).

Contudo, os versículos 55 a 58 poderiam descrever a experiência de alguém gemendo sob o peso de seus pecados e chegando a uma compreensão do que o Senhor tem feito por ele.

O capítulo 4 contrasta com o atual estado de Jerusalém com a condição anterior dela. Nos tempos de sua prosperidade tudo parecia muito bonito. Os filhos de Sião eram “comparáveis a puro ouro”. Observe que só era uma comparação, pois, quando a prova acaba — como acontece com o fogo do refinador — tudo foi consumido, ao passo que o ouro genuíno permanece intacto. Sim, aquilo infelizmente era apenas um brilho enganoso. Lembremo-nos que é sempre a prova que acaba com as aparências externas e revela o verdadeiro estado do coração. A crueldade (v. 3), a ausência de compaixão (v. 4), o tenebroso egoísmo que resulta em atos mais abomináveis (v. 10), agora transparecem como fatos nus sobre os habitantes de Jerusalém. Deus revela o que estava no fundo do coração deles e Seu fogo de julgamento aniquilou a falsa devoção do povo.