Por isso, entrando no mundo, diz [Jesus]: Eis aqui venho... para fazer, ó Deus, a tua vontade. Foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

Hebreus 10:5,7; Isaías 53:12

Contado entre os transgressores

Quando Jesus foi crucificado entre dois malfeitores, uma profecia foi cumprida: “Foi contado com os transgressores”. Esses malfeitores eram transgressores, eles haviam infringido os mandamentos divinos. E Jesus foi colocado entre eles, até mesmo no meio, como se fosse o mais culpado! Jesus, um transgressor dos mandamentos de Deus? Não! Pois não havia homem na terra tão obediente a Deus quanto Ele. “Faço como o Pai me mandou”, disse Ele (Jo 14:31). Ele veio ao mundo com o propósito expresso de fazer Sua vontade. Deus era tudo para Ele; a vontade divina ditava toda a Sua conduta. Todos os Seus pensamentos e atos expressavam Sua obediência, devoção e amor por Seu Deus. Mas os homens não hesitaram em contá-lo entre aqueles que praticavam o mal ou que davam pouca atenção a Deus e à Sua vontade. Para o coração sensível desse Homem perfeito, que sofrimento, que humilhação, que profunda injustiça! Por que Jesus aceitou esse lugar? Por que Deus permitiu que isso acontecesse? Ele não havia dito: “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo” (Mt 17:5)? Por quê? Porque havia homens transgressores e desobedientes na terra; pessoas que não se importavam com a vontade de Deus. E Jesus voluntariamente tomou o lugar que correspondia a eles, para suportar o julgamento que a maldade deles merecia, a fim de salvar eternamente a todos os que creem nEle.